Desde que desenvolvi a mediunidade de psicografia, muita gente me escreve solicitando mensagens de seus parentes ou amigos mortos - ignoram que esse "correio" só funciona de lá para cá... Descobri que é melhor não chamar esses espíritos porquanto não sabemos onde e como eles se encontram na nova situação. Pois, mesmo se impossibilitados de atender nosso chamado, eles sentem vontade de fazê-lo. Acabam, então, angustiados.Alguns tentam se comunicar - ainda sem estarem preparados ou terem permissão. Resultado? Ficam desequilibrados. Por mais que conheçamos uma pessoa, estamos longe de saber o que vai em seu íntimo quando ela morre. Não temos como imaginar sua reação à passagem para o outro mundo.Mas uma coisa é certa: quanto menos apegada ela for aos entes queridos e aos bens que deixou neste mundo, melhor reagirá. Agora, se for alguém de personalidade dramática, por exemplo, irá exagerar a situação, não aceitando com naturalidade o processo. Daí tornar-se problemático evocar espíritos de entes queridos.Quando um deles se comunica conosco espontaneamente, sempre oferece uma prova de identificação a fim de não deixar dúvidas quanto à sua identidade. Para quem recebe a mensagem, tal prova é fundamental. Se você evoca o espírito de alguém e essa prova não acontece, fica a dúvida.Assim como existe indivíduos apegados, que não se conformam com a morte de um ente querido e desejam o tempo todo que este fique a seu lado, há espíritos maldosos que se divertem, enganando-os ao fazer-se passar por quem partiu. Infelizmente, há pessoas muito crédulas e fantasiosas que se tornam presa fácil dessas entidades, quase sempre muito ardilosas - o que lhes ocasiona mais desequilíbrio emocional, físico e conduzem ao fanatismo.Nesse processo, há risco de apegar-se a um médium, a um espírito. Você passa a não tomar nenhuma decisão sem consultálos. Faz só o que eles dizem. Fica escrava do medo, incapaz de resolver os desafios que a vida coloca em seu caminho com o objetivo de fazê-lo amadurecer. Obscurece seu discernimento, seu bom senso, sua intuição. Enfim, apaga a própria luz! O caminho, claro, acaba na desilusão. Aparece, então, a incredulidade, que age como antídoto para arrancar você do fanatismo. Só que tanto o fanatismo como a descrença estão distantes da verdade! Com o tempo, a vida conduzirá ao equilíbrio.Há quem me escreva pedindo que eu os ensine sobre espiritualidade. Impossível fazer isso em um e-mail, pois os fundamentos da vida e os valores eternos da alma demandam estudos, vivências, análise dos fatos da própria vida e as lições que cada um pode tirar deles.As leis cósmicas são iguais para todos, mas não existem duas pessoas iguais e cada um é responsável por suas escolhas. Seu processo de desenvolvimento é pessoal e único, depende só de você. Nem eu nem ninguém pode fazer a sua parte. Se deseja aprender mais sobre espiritualidade, vá em busca de conhecimento. Há muitos livros de pesquisadores sérios. Leia-os, questione-os, experimente e descubra o que funciona para você.Se sua fé ainda é frágil, não tema confrontá-la. Se empenhar-se em encontrar a verdade, ela dará um jeito de manifestar-se e o fará de uma forma que lhe dará todas as provas de legitimidade.Aí, você mandará embora todos os seus medos, confiará na vida, olhará o mundo com os olhos da alma. Será forte o bastante para enfrentar todos os desafios e os atritos de seu crescimento espiritual. E sentirá a divina presença e o carinho do criador abençoando sua vida.
Zíbia Gasparetto
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